ProtestARTE!

Edição67

Dezembro 2007
Autor: Glauber Albuquerque

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GlauberAbrahão - BeatrizVictor  - Luanna

 

.....Í....N...D....I......C.....E....................
Canção.... Jovens [Glauber Albuquerque]

Fragmento..... Porém dizeis [Abrahão ALOCA]

Poesia..... Palavra [Beatriz Rodrigues]

Pensamento..... O Palhaço sem sono [Victor Luar]

Delírio textual..... Janela Indiscreta [Glauber Albuquerque]

Texto..... O reencontro da menina que pescar versos
com o palhaço das flores mortas
[Luanna Amorim]
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Introdução

Adelante!!!

Seguindo nossas demarcações nos deparamos com o fato de que estamos agora num momento de transição, ao termino do ano cabalístico de 2007 para o então vindouro 2008. E para finalizar esse ano de pouca criatividade literária e raríssimas publicações do ProtestARTE, trago então essa edição mais do que recheada, trazendo jovens escritores de três distintos Estados brasileiros: Da terra natal do E.zine, a Bahia, surgem as participações dos comparsas de poesia Abraão e Victor [Ambos Camaçari-BA], Recife [PE] vem representado pela escritora Luanna [marcando nosso reencontro num belo texto] e da cidade de Rio Grande [RS] a fotógrafa  Beatriz nos serve com um poema.

Dessa forma busquei trazer uma grande variedade para esse e.zine que como já dito passou o ano de 2007 praticamente sem edições, devido há inúmeras questões pessoais, e deixo uma noticia que não sei o quanto importa, mas pressinto de forma fria e calculista, que o ano de 2008 é o último ano de vida do ProtestARTE que caminha para o sétimo ano de existência.

 

 

 

Canção

 Jovens

Jovens promíscuos, cerveja e veja,

o vinho no punho, que belo, és belo,

És tudo, és trunfo, o sumo.

E somos a senda, por sendo é SER!!!

 

Vamos bem fundo, no tudo,

Somos bem uno, noturno,

Somos bem jovens, crianças,

 

Somos palhaços borrados,

Somos poetas safados,

E somos bem uno, e isso é tudo!!!

E somos bem uno, e isso é tudo!!!

Glauber Albuquerque [Letra de Rock’n Roll].

 

Fragmento

Porém dizeis

Porém dizeis aos cantos,

toda rebeldia e insatisfação...

Dizeis aos meus ouvidos...

Juntos, buscaremos com a mais imediata procura,

num salto imprudente e mesquinho,

um lar para nossos sonhos.

Conhecerdes a mim pelo meus versos

e nada mais...

Somente por enquanto.

Abrahão ALOCA.

 

 

 

Poesia

Palavra

Haviam poetas tortos

pequenos errantes

sem porvir

aqueles papéis esvoaçantes de

letras castas

sem ferir

interpérie espécie

viver à luz

de qual miséria?

Miséria é letra vazia

daquela de nada dizer

de um tal discurso

tocado ao vento

e que, sem perceber,

some.

Palavra é para ser respirada.

Beatriz Rodrigues [também conhecida como Bigatrice]

 

 

 

 

Pensamento

O Palhaço sem sono

 

“O que me repulsa veementemente é o sentimento de racionalização prévia,

é a busca de um fim racionalizando um meio entre as relações [de três palhaços] ...

Isso é um crime, mas o palhaço chora, mas não sente rancor nem magoas,

por que é um sentimento puramente cristão e fraco...

Um palhaço sentindo, ele não mede parâmetros,

não esta nem ai para as determinações mesquinhas de qualquer moral,

ele faz o que ele sente, e isso é o que ele pode dar,

por que o palhaço não é positivista em suas ações...

"1 + 1 = 2" Não, não, para o palhaço esse 1+1 pode ser igual a qualquer coisa...

Victor Luar.

 

 

Delírio textual

Janela indiscreta

Seria tudo oriundo da fome, do corpo leve e da barriga vazia?
Ou é a mente imberbe pela sede criativa?
Seria apenas parte dos filmes vistos?
Sabe-se apenas que a criatividade surge no instante,
deixando o dedo rápido, a mente fértil, porém,
porém esse ensejo que sobe em fôlegos velozes pela barriga
de goela acima tende a pedir o almoço,
o mais breve possível.

Utilizando dessa criação faminta eu poderia agora tomar esse efeito
que desce como relâmpago sobre a nuca a criar um conto,
uma prosa,
enfim,
qualquer desses formatos textuais
que surgi querendo expor de forma enfática
todos efeitos psicológicos,
nessa viagem de sentidos
e descrições dos mesmos,
mas acabo por ficar entre um solitário
andando em sensações num dia primaveril e solene
ou
entre a empanada de frango que só precisa do fogão
e o macarrão que só de pensar deixo a boca para a saliva
e tendo a me levantar dessa cadeira.

Fico ou não Fico?

Eis a questão,
deixo a VAGA tornar-se vital
ou sacio minha necessidade vital e REAL,
a da FOME?

Penso na necessidade real de escrever o tal conto e reter a fome,
desqualifico toda necessidade social do escrito,
Por parte do niilismo vigente?
Da descrença social e de valores e sentidos?
Contexto Pós-moderno?
De certo é o mundo real abominado pelas experiências.

Penso no ego e desejos pessoais,
e Afirmações!

E percebo que seria o único sentido real
que tende para se ter a fome aliada.
Em criação?

Caiu então num paradigma pessoal,
é apenas minha a confusão de sentidos,
E nada mais importa!

[ Nem seu palpite, opinião ou torcida
Se é que isso já não é exagero do meu Ego
querendo saltitar feliz sobre...
Os risos sarcásticos do meu Eu consciente.]

Fico então verificando como defronte ao espelho,
O que mais me vale:

O Ego e sua vaidade em desejos de qualidades?
Ou a barriga faminta querendo comida urgente a abastecê-la.

E entre essa disputa
Decido agora pelo real e pleno,
          A GULA!!!

Gula,
apenas ela sobrevive,
Mas caso deseje ainda um conto,
imagina então que isso é UM a tua forma:

O questionamento crucial de um rapaz solitário de chapéu
Que fica num quarto a acender um cigarro,
dar voltas entorno,
sentar-se e redigir,
erguer-se
dar mais outras meia-voltas
em silêncio
e tornar a sentar de forma rápida
Redigindo intrigado
dando goles numa bebida escura e não identificada,

FICA,
imaginas assim,
e cria o conto silencioso e intrigante
de descrição psicológica, dentre a guerra interna,
porque enquanto isso vou optar pela empanada de frango.

Glauber Albuquerque [Criado num lampejo após assistir o filme Janela Secreta]

 

 

 

Texto

[ <Aquela_que_busca_22> palhaço, vc acredita em deus?
<Palhaco_das_Flores_Mortas_ssa> MAS, Deus? sabe acredito sim, vc não senti ele? quer saber quem é ele.
<Aquela_que_busca_22> eu sei quem ele é seu bobo, ele me leva toda noite..
<Palhaco_das_Flores_Mortas_ssa> te leva?
<Palhaco_das_Flores_Mortas_ssa> pra onde?
<Aquela_que_busca_22> para o céu e canta uma musica enquanto durmo nas nuvens,
ele diz que precisa de meus sonhos pois eles são as essências das estrelas..
<Aquela_que_busca_22> e enquanto durmo saem luzes de minha mente, e ele modela em forma de estrelas.
<Aquela_que_busca_22> ele faz isso com todas as crianças!
<Palhaco_das_Flores_Mortas_ssa> palhaço, olha pro chão com cara de cansado, olha para o céu,
pra menina, para o céu, faz cara de quem nada entende.
Pensa em silencio "ora, isso eu não sabia, como ela tão pequena sabe disso, e eu não?"
]

 

O Reencontro da menina que pesca versos 
com o palhaço das flores mortas

          Areia branca e cristalina, ondas calmas. O mar espelhava a lua, o céu estava respingado de estrelas. Enquanto caminhava pela beira da praia a menina sorria, rodopiava com seu vestido branco e tão sutil, era iluminada pela luz e magnetismo da lua. Paria versos pela cabeça, e na boca um mel que inebriava, nos olhos a sombra que a perseguia desde menina, desde que morava no bosque.

         Perdera a suas assas de borboleta pois decidiu dedicar-se aos boêmios que encontrava vez outra, tristes, férteis e sempre silenciosos. Ela adorava soprar a escuridão que corrompia o coração dos homens, mesmo que este sopro durasse alguns segundos. E em cada um deles tentava encontrar um amigo de infância, um símbolo que vez ou outra era chamado a vida da menina para semear sorrisos daquele singelo rostinho amanteigado.

         Com os pés molhados, seus passos marcados na areia eram apagados pelas ondas, mas cada passo era tatuado em seu coração de renda. A menina flutuava em suas idéias, e exalava poeticamente sua audácia orando alto e pedindo aos céus aquele amigo que tanto lhe fazia falta.

         Adormeceu na areia cristalina, banhada pela lua de ternura e sonhos. Duas nuvens desceram do céu e cuidadosamente levaram a menina para perto da lua. A menina subia, e subia, a brisa tocava-lhe os cabelos longos e acariciava o rosto, vagarosamente modelava o vestido no corpo...Os olhos abriram novamente ao ouvir de longe um sorriso lá longe, na ponta do céu.

         Assim que sentou na nuvem a menina se assustou, estava tão alto que poderia ver todos os cantos do mundo. As estrelas sorriam e envolviam a menina que as beijava tornando uma estrela, duas, duas estrelas, quatro...

         Começou a caminhar em busca daquela voz suave, até que ao longe avistou alguém... Era uma figura de um homem. Ele falava consigo mesmo, fazia pedidos que se cristalizavam nas estrelas e pairavam no ar.

         A menina se aproximou, sentia aquela voz familiar, mas nada era parecido com seu amigo tão alegre, não haviam flores mortas, nem nariz de palhaço, nem rosto pintado. Era um homem que sussurrava algumas coisas.

 

-         De onde vens? Questionou o homem.

-         Da praia... O que são essas luzes?

-         Minhas orações...

-         E o que pedes?

-         O caminho de volta, me perdi.

-         De onde?

-         Dos céus, havia um caminho de estrelas, e nela escorregava até um bosque lá de onde vens. Do chão.

 

             A menina observava atentamente as feições daquele homem alvo e de triste olhar. Aproximou-se. O homem de joelhos ficava do tamanho da menina... A menina acariciava aquele rosto como se guardasse nas conchas das mãos aquela seiva de tristeza e aos poucos o roto do homem se transfigurava...

            A menina sorria e lágrimas de alegria se cristalizavam em luzes pois começou a reconhecer o rosto de seu amigo de outrora. Sim, era o palhaço das flores mortas.

            Sem perceber o impulso que lhe dominara, a menina beijou sutilmente os olhos do palhaço, a testa, o nariz avermelhado de choro, o queixo... Seu amigo, que lhe olhava espantado, acariciou o rosto meigo e o cabelo da menina que pescava versos.

            E os dois se dissolveram de amor e cumplicidade naquela pequena nuvem que continuou subindo acima de lua e de todas as estrelas. Até o lugar onde os sonhos estão ainda por nascerem.

Luanna Amorim.

 

Contatos:

Glauber Albuquerque: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=15268142263865501207

Abraão ALOCA: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=3062517899354373130

Luanna Amorim : http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=2010876536199346763

Beatriz Rodrigues: www.palavras-silencios.blogspot.com

Victor Luar : victor_luar2@hotmail.com

 

 

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Inter-ARTE!!!

Um grito pela internacionalização da arte, na revolução multimídia.

 

Segue o que eu vi de melhor na internet nesses momentos de viagens virtuais:

 

 

http://viagemusical.blogspot.com/

Trilhas Sonoras...  Essa dica é pra quem se interessa por trilhas sonoras. Esse site dispõe várias para baixar.

 

http://www.youtube.com/watch?v=Snn3aM09PU8

O rock baiano da Estrada Perdida

 

http://www.youtube.com/watch?v=s0dg68iR9Sc

Ou o som legitimamente pernambucano da Casas Populares da BR 232 ?

 

 

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                                                      Non Sense: “Eu não gosto de bom gosto, nem dos bons modos...” Que piada ridícula.

 

 

Edição feita ao som:

Novos Baianos

Casa das Maquinas

Placebo

Doces Bárbaros

The Gathering

 

 

 ProtestARTE! E-zine
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glauber_arte@hotmail.com

*Autor da edição e do e.zine: Glauber Albuquerque

** Contribuição com escritos:

Victor Luar, Abrahão ALOCA, Beatriz Rodrigues e Luanna Amorim.
WWW.PROTESTARTE.CJB.NET